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Anabantídeos

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Anabantídeos

Mensagem  Admin em Seg Jan 16, 2012 4:42 pm

Anabantídeos


Originários da Ásia e África, os Anabantídeos, ou Labirintídeos constituem uma família de Acantópteros toda especial, dada a particularidade de possuírem um órgão que lhes permite utilizar o oxigênio dissolvido no ar. Este órgão, chamado labirinto, é constituído por uma quantidade de cavidades no osso craniano, onde o oxigênio é retido e pouco a pouco passado para o sangue, através de membranas vascularizadas. Esse reservatório permite aos Anabantídeos viver em águas paradas e putrefatas, conseqüentemente pobres de oxigênio, mas não os impede de utilizar as suas brânquias do modo normal a todos os peixes.
São de um modo geral, bons de ambientar em aquário, resistentes, só pecando por um caráter ligeiramente agressivo para com os seus companheiros. O seu método de reprodução é bastante curioso, já que, com algumas exceções, constroem um ninho de espuma onde colocam os ovos, sendo o macho que vigia e cuida dos primeiros "passos" de sua prole.

Abordaremos apenas os mais comuns:

Peixe de briga - Betta splendens
Colisa - Colisa lalia
Peixe-do-paraiso - Macropodus opercularis
Tricogaster leri - Trichogaster leeri
Tricogaster azul - Trichogaster trichopterus

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Nome vulgar: Peixe de briga
Nome científico: Betta splendens Regan

Origem: Sião

Temperatura ideal: 21° a 26°

Tamanho: 7 cm

Descrição: Têm a forma característica dos Anabantídeos, corpo comprimido lateralmente, boca projetada para cima para mais fácil absorção de ar na superfície. A forma selvagem apresenta-se com um colorido marrom-amarelado, salpicado de reflexos azul-metálico, com três listras escuras horizontais, nadadeiras de tamanho moderado, sendo a caudal redonda. É no tipo cultivado que vamos encontrar todas essas belas variedades de cores e longas nadadeiras, que tanto impressionam pessoas que vêm um peixe de briga pela primeira vez. Há os vermelhos, azuis, violetas, verdes, brancos e rosados de nadadeiras vermelhas. O corpo e as nadadeiras sempre apresentam reflexos iridecentes. Qualquer que seja a variedade de cor do Betta, as nadadeiras ventrais do macho sempre são de cor vermelho vivo, exceto na variedade Albina. As fêmeas têm um aspecto bem mais modesto quanto a nadadeiras e colorido.

Hábitos e reprodução: Muitas histórias exageradas se têm contado sobre o caráter belicoso deste peixinho, não tendo a grande maioria delas o menor fundamento Os machos são realmente batalhadores por instinto, bastante agressivos e é certo que travam combate tão logo se encontram frente a frente. No Sião utilizam-no para brigas em que são apostadas vultosas somas. É por causa de seu espírito combativo que os machos devem estar separados uns dos outros. O ideal é tê-los em bocais de vidro, desses usados para compota de frutas. Como as suas exigências de oxigênio dissolvido na água são muito reduzidas, eles agüentam muito bem nesses bocais e as suas nadadeiras crescem sem guardar cicatrizes de batalhas inúteis.

São carnívoros por natureza e à falta de alimento vivo, devemos dar-lhes pedacinhos de carne crua ou fígado moído. Conseguir a sua reprodução é facílimo desde que o casal tenha sido bem alimentado previamente com alimento vivo. Num aquário com capacidade para uns quarenta litros, bem plantado, devemos colocar a fêmea que deve apresentar o ventre bem desenvolvido. Pouco a pouco vamos retirando a água até deixar uma altura de uns 10 ou 12 centímetros. A pouca profundidade da água tem, na criação dos anabantídeos, uma finalidade que mais adiante explicaremos. Depois de uns três ou quatro dias devemos juntar o macho à fêmea. Vêmo-lo então precipitar-se para ela como se fosse agredi-la. Começa o namoro então, vestindo-se ele com suas mais belas cores, dançando na frente da companheira, dando-lhe encontrões brutais, arrancando-lhe às vezes pedaços de nadadeiras e até escamas, preparando ao mesmo tempo, na superfície, um ninho de espuma com bolhas de ar e saliva. Este ninho pode ter um diâmetro de oito a dez centímetros por dois de altura. Duram estes preparativos cêrca de três dias, findos os quais o macho obriga a companheira a acompanhá-lo debaixo do ninho, onde se enlaçam, fazendo ele pressão sobre o ventre dela. Ao fim de umas oito ou dez tentativas os primeiros ovos são expelidos. São doze, aproximadamente que o macho imediatamente apanha e vai colocar no ninho envoltos em bolas de espuma. O macho sabe, por instinto, que se os ovos tombarem no fundo do aquário a pressão da água os estragará impedindo-os de germinar. Essa operação se repete até que uns 500 a 700 ovos estejam postos no ninho. Depois disso a fêmea é repelida pelo macho, às vezes bem maltratada e ferida, devendo-se então retirá-la. O macho fica de vigilância ao ninho e é incansável, estando constantemente a repará-lo e apanhando os ovos que ameaçam cair ao fundo. Ao fim de 24 horas observamos o ninho cheio de pequeninos seres filiformes que se agitam desesperadamente. São os peixinhos recém-nascidos e o macho os vigia com atenção redobrada, pois se algum deles, em seus movimentos desordenados, fosse ao fundo, a pressão da água o mataria. Daí a vantagem da pouca profundidade. Se algum se afasta do ninho é apanhado pelo pai e devolvido ao meio dos seus irmãos. Ao fim de quatro dias os filhotes já estão aptos a nadar sozinhos e o pai se desinteressa pelo ninho, que por esse tempo começa a desmanchar-se. É por essa altura que alguns pais começam a adquirir pelos filhos um interesse puramente gastronômico, pelo que convém separá-los antes que devorem toda a prole. Os filhotes podem ser alimentados, a partir do quarto dia, com infusórios ou gema de ovo. Aí vemos a necessidade da pouca profundidade da água, facilitando aos peixinhos a procura de comida sem ter que descer a grandes profundidades. Os peixinhos são muito sensíveis a mudanças rápidas de temperatura e o aquário deve estar sempre tampado. À medida que os filhotes vão crescendo podemos ir acrescentando mais água. Devemos estar preparados para uma perda de mais de 50% de filhotes, principalmente até a idade de três semanas, idade em que começa a formar-se o órgão chamado labirinto. Depois disso tudo é um mar de rosas. Assim que eles estiverem de um tamanho que permita conhecer-lhes o sexo, pelas nadadeiras mais pontiagudas do macho e por seu aspecto mais belicoso, devemos separá-los, dando a cada um as suas instalações individuais. O criador Stampehl, de Berlim, aconselha deixá-los separados mas à vista uns dos outros, pois as constantes provocações entre eles contribuem para o desenvolvimento das nadadeiras. As fêmeas podem ser criadas juntas, pois não tem o caráter agressivo de seus esposos. Um casal que deu cria uma vez, pode tornar a juntar-se que sempre se acasalará. A vida média de um Betta é de dois anos.



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Nome vulgar: Colisa Lalia
Nome científico: Colisa lalia (Hamilton-Buchanan)

Origem: Índia

Temperatura ideal: 21° a 30°

Tamanho: 5 cm

Descrição: O macho tem a cor geral vermelho-vivo, com listras azuis transversais. As nadadeiras são sarapintadas de azul e vermelho. As nadadeiras ventrais, que no macho são vermelho alaranjado, são tão alongadas que lembram filamentos, usando-as os peixes como órgãos sensoriais, pois quando se aproximam de algo estranho sempre tateiam primeiro com elas. A coloração da fêmea é de um marrom bem discreto, sem listras que a enfeitem.

Hábitos e reprodução: São peixes bastante tímidos e às vezes se escondem entre as plantas do aquário. Comem de tudo, sendo uma espécie prolífica e de criação bastante fácil. O macho constrói um ninho de bolhas com pedacinhos de plantas flutuantes. O resto se passa como para os Bettas, com a diferença que, apesar de seus hábitos pacíficos o macho trata muito mal a fêmea após a postura, chegando até a matá-la.



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Nome vulgar: Peixe-do-paraiso
Nome científico: Macropodus opercularis (Linneu)

Origem: China

Temperatura ideal: 10° a 32°

Tamanho: Até 10 cm

Descrição: Corpo maciço e abrutalhado. Num fundo esverdeado destacam-se listras verticais azuis e vermelhas, variando de intensidade conforme o humor do peixe. A cabeça e o dorso são sarapintados de marrom-escuro. As nadadeiras, bem desenvolvidas no macho, são vermelhas e azuis com as pontas esbranquiçadas. No opérculo tem uma mancha azul metálico, que lhe valeu o nome científico. Se fosse um peixe de difícil reprodução, seria considerado uma beleza. Existem duas variedades pouco conhecidas entre nós: a Albina, em que a coloração é branco-rosada com olhos vermelhos, e a preta (verdadeiramente azul-escura) bem rara e cujo verdadeiro nome é Macropodus opercularis concolor.

Hábitos e reprodução: Peixe de uma fecundidade pasmosa, chega a ser considerado praga por muitos criadores. O seu caráter extremamente selvagem e agressivo obriga-o ao isolamento, pois parece que este peixe tem como distração implicar com todos os seres vivos que encontra pela frente. É utilíssimo como larvófago, devendo até serem feitas experiências com ele na luta contra a esquistossomose, pois o caramujo transmissor tem, perto dele, as horas contadas. A sua reprodução se processa como a do Betta, sendo bastante fácil de observar, pois basta juntar um macho e uma fêmea, para que imediatamente se entreguem a essa tarefa. Alguns criadores os utilizam como fonte permanente de alimento vivo, pois as suas crias são jogadas nos outros aquários onde servirão de alimento para outras espécies.



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Nome vulgar: Tricogaster léri
Nome científico: Trichogaster leeri (Bleeker)

Origem: Malaia, Sumatra

Temperatura ideal: 21° a 31°

Tamanho: 12 cm

Descrição: Peixe extremamente elegante, delicado e gracioso. Num fundo malva, cheio de filamentos nacarados, destaca-se uma linha preta irregular, da ponta do focinho até à raiz da cauda. Uma pinta escura indica o começo da cauda. As nadadeiras do macho são bem desenvolvidas e têm a mesma coloração do corpo. Durante a época da cria o macho tem um aspecto imponente, com a parte inferior do corpo toda colorida de vermelho-vivo.

Hábitos e reprodução: São, por natureza, bem delicados de maneiras, bem pacíficos e tornam-se ideais para aquário pela sua sociabilidade. Sem embargo, o autor tem, entre outros, um exemplar desta espécie, macho, que não admite ninguém perto dele na hora da refeição. Torna-se, nessa altura, irascível e todos os outros peixes tem que esperar, transidos de pavor num canto do aquário ou entre as plantas, que este cavalheiro termine o seu repasto. Saciado o apetite, torna-se o "gentleman" de sempre. É um caso excepcional, talvez único, nesta espécie. Para a reprodução vale tudo o que foi dito para as espécies anteriores, exceto que não é necessário retirar os pais depois da eclosão dos ovos, pois jamais atacam os filhos. Não são tão fáceis de induzir à reprodução quanto os outros anabantídeos.



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Nome vulgar: Tricogaster azul
Nome científico: Trichogaster trichopterus (Pallas)

Origem: Indo-China

Temperatura ideal: 21° a 31°

Tamanho: 15 cm

Descrição: Fisicamente parecido com a espécie anterior, mas mais maciço no porte. Cor geral azul-prateado, com reflexos violáceos. No meio do corpo ostenta uma mancha escura e outra na raiz da cauda. É conhecida entre os americanos por "Gurami de três manchas" contando-se o olho como a terceira. As nadadeiras dorsal e anal, são da mesma cor do corpo, salpicadas de amarelo com o bordo alaranjado. A dorsal do macho é maior e mais pontiaguda.

Hábitos e reprodução: São bem dóceis e podem ser ensinados a comer na mão do dono. Quando velhos, engordam demasiadamente, ficando pesadões e de movimentos lentos. A sua reprodução se processa como a das espécies anteriores, só que o ninho é mais frágil e se desmancha rapidamente. Não tem grande importância visto que, tanto os ovos como os alevinos, flutuam sem perigo para a sua sobrevivência.

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